São Marcos - RS - Prefeitura Municipal

 

Toxoplasmose em São Marcos

11/02/2015

1. Em 20 janeiro de 2015, a Secretaria Municipal de Saúde de São Marcos foi notificada da ocorrência de casos de uma doença febril no município. Neste momento, deu início a investigação tendo como suspeita Dengue e Chikungunya. Em 21 de janeiro a 5ª CRS e CEVS foram informados, e passaram a auxiliar na investigação epidemiológica. O surto de toxoplasmose aguda foi confirmado em 30 de janeiro. Em 05 de fevereiro de 2015 houve convite para a equipe do Programa de Treinamento em Epidemiologia Aplicada aos Serviços do SUS (Episus) que se deslocou para colaborar na investigação do surto.

2. O primeiro caso iniciou os sintomas em 08 de janeiro, apresentou febre, artralgia, cefaleia, mialgia, astenia, sudorese e edema de mãos e pés. Foi confirmado laboratorialmente. O último caso notificado ocorreu em 07 de fevereiro, estando ainda sob investigação.

3. Neste sentido, a Secretaria Municipal de Saúde de São Marcos, 5ª Coordenadoria Regional de Saúde - CRS, Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS) e Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde/SVS/MS, informam que medidas de investigação, prevenção e controle vêm sendo adotadas.

4. A toxoplasmose é uma doença que tem como agente etiológico, um protozoário denominado Toxoplasma gondii, que pode ser transmitida ao homem por meio da ingestão de água e alimentos contaminados, via transplacentária ou transfusão de sangue. Este parasita apresenta tropismo principalmente em células musculares, do sistema nervoso central e retina, podendo levar desde infecções assintomáticas até infecções graves. A doença possui distribuição geográfica mundial e alta prevalência sorológica. É uma doença que geralmente cursa de forma benigna e o tratamento pode ser realizado após uma avaliação clínica criteriosa. Entretanto, gestantes, recém-nascidos e imunodeprimidos sempre devem ser acompanhados.

5. As drogas mais utilizadas para o tratamento da toxoplasmose em gestantes são a espiramicina, que é indicada no primeiro trimestre de gestação para o tratamento de infecção aguda, pois este medicamento não atravessa a barreira transplacentária, não oferecendo risco ao feto. Para gestantes com idade gestacional superior a 18 semanas é indicado o esquema tríplice, que é a combinação de sulfadiazina e pirimetamina, associada ao ácido fólico. Esta associação deve ser evitada no primeiro trimestre da gravidez, devido ao efeito potencialmente teratogênico da pirimetamina. Durante o pré natal de rotina as gestantes devem ser testadas para verificar a sua imunidade para toxoplasmose.

6. Profissionais médicos do estado e municípios estarão reunidos na semana de 09/02 a 13/02 com referências em tratamento de toxoplasmose para decidir, conjuntamente, condutas e protocolos de tratamentos em não gestantes, que deverão ser utilizados em casos confirmados de toxoplasmose.

7. A toxoplasmose por ser uma doença transmitida principalmente por meio do consumo de água contaminada, verduras e carnes mal passadas. E alerta a necessidade da compreensão e colaboração da população com algumas medidas para prevenção da doença listadas abaixo:
• Beber somente água tratada ou fervida; • Beber somente leite pasteurizado ou fervido; • Comer somente carnes bem cozidas ou bem passadas (não se alimentar de carnes cruas, mal passada ou embutidos frescos); • Evitar consumo de água e alimentos de origem desconhecida (maior risco contaminação); • Lavar bem as mãos após manuseio de carnes cruas; • Lavar bem frutas, verduras e legumes crus antes do consumo; • Lavar bem as mãos antes das refeições; • As fezes de gatos devem ser recolhidas com luvas ou sacolas plásticos, as quais devem ser descartadas no vaso sanitário ou incineradas. *Os gatos jovens e doentes eliminam oocistos de toxoplasmose pelas fezes por cerca de 15 dias. Indivíduos adultos (gatos domésticos) geralmente são imunes e raramente transmitem a doença.

8. Segundo a literatura, a principal forma de contaminação em surtos de Toxoplasmose se dá por meio de água e alimentos contaminados. Os gatos domésticos e outros felinos são potenciais transmissores da doença, no entanto apresentam pouca importância epidemiológica em surtos.

9. A Secretaria Municipal de Saúde agradece o empenho de todos na notificação, investigação e busca de medidas de controle do surto: a 5ª Coordenadoria Regional de Saúde - CRS, Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS/RS), Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde/SVS/MS, Sociedade Médica, Hospital São João Bosco, Laboratório de Análises Clinicas São Marcos, Médicos e demais profissionais das equipes de saúde destas instituições.

10. Informações técnicas sobre o surto serão emitidas a cada 72 horas ou conforme demanda, por meio de boletim epidemiológico. Para informações adicionais, contatar o grupo técnico da Secretaria Municipal de Saúde, no telefone 54 3291-6428 ou pelo email vigilancia.saomarcos@yahoo.com.br.

São Marcos, 09 de fevereiro de 2015.


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