São Marcos - RS - Prefeitura Municipal

 

Conscientização e preservação da natureza: Armas ao alcance de todos na luta contra mosquito Aedes Aegypti e mosquito borrachudo em São Marcos

04/03/2016

A infestação de mosquitos em São Marcos preocupa as autoridades locais. Na cidade, ações contra o Aedes aegypti são realizadas semanalmente, em diferentes pontos do município. No interior, medidas estão sendo executadas para conter a criação do mosquito borrachudo. A cerca de duas semanas, em uma armadilha, colocado pela Vigilância em Saúde, capturou-se seis larvas, que após testes de laboratório, foram identificadas como sendo de Aedes aegypti. Após o descobrimento do foco no município, as ações feitas pela Secretaria de Saúde, através da Vigilância em Saúde, Agentes Comunitárias e ESFs, se intensificaram. No interior, estão sendo feitas limpezas de rios e açudes a fim de conter o avanço do mosquito borrachudo. Serão feitas três aplicações com um produto a base de BTI com intervalo de 15 dias. Este produto, a base de BTI, também é distribuído gratuitamente pela Prefeitura Municipal de São Marcos, e nas comunidades do interior. Trabalho feito em parceria com Secretaria de Agricultura, Secretaria do Meio Ambiente, Secretaria de Saúde, EMATER e Sindicado dos Trabalhadores Rurais. A bióloga Vanessa de Castilhos explica como cada mosquito se desenvolve e quais os métodos para conter a proliferação de cada espécie. “O Aedes aegypti é da Família “Culicidae”. Esses mosquitos costumam voar em uma altura de cerca de meio metro do solo, sendo assim as partes que eles mais atacam são os pés, tornozelos e pernas. Alimentam-se de seiva de plantas, mas a fêmea precisa de sangue para a maturação dos ovos, que são depositados separadamente nas paredes internas dos objetos, próximos a extensas superfícies de água limpa”, explica a bióloga. O que chama atenção é que os ovos do Aedes podem ficar até 1 ano sem estar em contato com água, adormecidos. No primeiro contato com água limpa os ovos eclodem. “Os ovos do Aedes são muito resistentes e podem ficar meses aguardando água. Quando este local recebe água limpa, em cerca de meia hora eles podem se desenvolver. Após 7 dias, a larva cresce e vira pupa e, 2 dias depois, o mosquito está completamente formado e pronto para picar. O mosquito da dengue leva 10 dias para se desenvolver e ele vive em média 30 dias”, comenta Vanessa. Umas das causas do Aedes aegypti ser tão perigoso para sociedade vai além das doenças que ele transmite. Com hábitos urbanos e diurnos, o mosquito é totalmente familiarizado com a presença do homem e deposita seus ovos em áreas urbanas. “Os maiores índices de infestação pelo Aedes aegypti são registrados em domicílios urbanos, o Aedes é um mosquito que tem hábitos domésticos. Por esse motivo, é preciso o empenho da população para eliminar os criadouros, realizando a inspeção de suas casas pelo menos uma vez por semana“, salienta a bióloga Vanessa de Castilhos. Por outro lado, o mosquito borrachudo tem outra forma de se proliferar, e o aumento do número deste inseto é devido ao de desmatamentos e à poluição das águas. “Entre as causas da proliferação dos borrachudos estão o desmatamento da mata ciliar e o aumento nos níveis de matéria orgânica nas águas, ou seja, lançamento de esgotos, dejetos e resíduos na água, bem como a retirada da mata ciliar são propícios para o desenvolvimento das larvas“, esclarece a bióloga. Vanessa explica maneiras de evitar a proliferação do mosquito borrachudo, que são baseadas na própria preservação da natureza “Como medidas de controle é preciso preservar os inimigos naturais dos borrachudos, como os sapos, rãs, libélulas, pássaros e peixes. Limpeza dos arroios e preservação das matas ciliares estão entre as medidas para combater o mosquito. “, alerta a bióloga. Os mosquitos borrachudos são conhecidos por aquela picada indolor, que a pessoa só sente depois de alguns minutos e geralmente fica um ponto vermelho. Isso porque o mosquito em questão se alimenta sem que a vítima perceba. “Para sugar o sangue a fêmea se fixa à pele do hospedeiro com suas partes bucais, perfuram a pele com suas mandíbulas, até que o sangue começa a escorrer. Em seguida a fêmea lança a saliva na ferida para evitar a coagulação. Esta saliva, que contém proteínas do inseto, tem ação anticoagulante e anestésica. É também alergênica e produz o inchaço e a coceira que são muito desconfortáveis“, finaliza a bióloga Vanessa de Castilhos. Aqui estão algumas dicas da bióloga Vanessa de Castilhos para cuidados em casa contra o mosquito Aedes aegypti: Manter as caixas-d’água bem fechadas; Lavar com água e sabão tonéis, galões ou depósitos de água e mantê-los bem fechados; Limpar e remover folhas das calhas deixando-as sempre limpas; Retirar água acumulada das lajes; Desentupir ralos e mantê-los fechados ou com telas; Colocar areia ou massa em cacos de vidro de muros; Lavar plantas que acumulam água como as bromélias duas vezes por semana; Evitar utilizar pratos nas plantas, se desejar mantê-los, colocar areia até a borda dos pratos de plantas ou xaxins; Tratar a água da piscina com cloro e limpá-la uma vez por semana; Retirar a água e lavar com sabão a bandeja externa da geladeira; Lavar bem o suporte para garrafões de água mineral a cada troca; Lavar vasilhas de animais com esponja ou bucha, sabão e água corrente, trocá-los uma vez por semana; Manter aquários para peixes limpos e tampados ou telados; Manter vasos sanitários limpos e deixar as tampas bem fechadas; Guardar garrafas vazias e baldes de cabeça para baixo; Jogar no lixo objetos que possam acumular água como: latas, tampas de garrafa, casca de ovo, copos descartáveis; Manter a lixeira sempre bem tampada e os sacos plásticos bem fechados; Fazer furos na parte inferior de lixeiras externas; Descartar ou encaminhar para reciclagem os pneus velhos ou furá-los e guardá-los secos e em locais cobertos. Foto: Imagem da Internet


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