São Marcos - RS - Prefeitura Municipal

 

Boletim Epidemiológico 1/2016: Aedes aegypti. Dengue, Zika e Chikungunya

28/10/2016

Mais uma vez o verão se aproxima, e com ele chega também a preocupação com o mosquito transmissor de Dengue , Zika e Chikungunya. As ações contra este vetor devem ser eficazes durante todo o ano, porém durante este período de calor, é necessário que se intensifique os cuidados básicos de sempre.

A preocupação redobra em locais de risco, onde o acúmulo de água pode ser frequente e passar despercebido. Desta forma, pedimos para que a população continue vigiando todo e qualquer local que possa vir a ser um criatório. O cemitério é um grande ponto de concentração deste vetor, principalmente por se tratar de um local pouco frequentado. Todos devem ter a consciência de que o vaso que ali é colocado, precisa ser mantido sem acúmulo de água ou com trocas, no máximo, semanais para evitar o criatório.

Até o dia 15/10/2016, o Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS/RS) registrou 7.617 casos suspeitos de Dengue, dos quais 2.437 foram confirmados. Destes números, 2.160 foram contraídos no estado, 181 foram importados de fora do RS e 96 aguardavam a local de provável infecção.

Estes 2.437 casos confirmados de dengue foram notificados em 105 municípios. Até o momento, 42,6% dos municípios do Rio Grande do Sul estão infestados pelo Aedes aegypti. A faixa etária com o maior número de casos confirmados foi dos 30 a 39 anos, sendo que o sexo feminino foi o mais acometido pela doença (56,3%). No município, no ano de 2016 registrou-se 23 casos suspeitos, porém nenhum confirmado.

Já para Febre Chikungunya, que teve seu início no Brasil em 2014, teve-se o registro de 102.638 casos confirmados, até o dia 13/08/2016. Destes, foram confirmados, laboratorialmente, 91 óbitos no país todos com idade média de 62 anos. No RS, em 2016, já foram notificados 527 casos suspeitos. Em São Marcos, no ano de 2016, notificou-se três casos suspeito e um confirmado.

Outra doença transmitida pelo Aedes aegypti é o Zika Vírus, o qual se confirmou no Brasil, até o dia 13/08/2016, 101.851 casos com 8.904 gestantes. No Rio Grande do Sul, até o dia 15/10/2016, o número de casos confirmados chegou a 85, sendo 44 contraídos no próprio estado nas cidades de Frederico Westphalen, Santa Maria, Ivoti, Rondinha, Novo Hamburgo, Canoas, Porto Alegre, Ijuí, Santo Ângelo e Caxias do Sul. Quatro casos foram em gestantes. No município obteve-se em 2016 três casos suspeitos da doença e um confirmado em não gestante e sendo este importado. O Zika ganhou maior atenção a partir do momento que este vírus foi relacionado como um dos causadores de Microcefalia em recém-nascidos, sendo esta uma malformação congênita, em que o cérebro não se desenvolve de maneira adequada. No Brasil, até o dia 17/09/2016, 1.949 casos foram confirmados para microcefalia ou alteração do Sistema Nervoso Central. No Estado, até o dia 15/10/2016, registrou-se 147 casos e destes, 16 evoluíram para óbito.

De acordo com os dados, visualiza-se um crescente número de casos, tanto no país quanto no Estado. O combate deve ser feito diariamente e com eficiência. A população em geral precisa se proteger, porém para as gestantes os cuidados que já fazem parte da rotina precisam ser aumentados, incluindo a proteção de portas e janelas que evitem a entrada do vetor, como telas e mosquiteiros, uso de roupas compridas e com cores claras, bem como o uso de repelentes apropriados para estas.

É imprescindível a colaboração de todos, em ações conjuntas e individuais entre órgãos públicos e população. Visto que o município não é considerado infestado, precisa-se manter esta condição. Construir um ambiente saudável e livre da ameaça é papel de todos. Não esperamos para que o próximo faça sua parte. Sejamos nós a mudança que queremos.

Foto: Ilustrativa da Internet


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