São Marcos - RS - Prefeitura Municipal

 

SÍNDROME MÃO-PÉ-BOCA

03/11/2016

Nota Técnica Informativa Nº 2 –Síndrome mão-pé-boca

Desde o dia 24 de outubro de 2016, a Vigilância Epidemiológica e Sanitária do município de São Marcos, foi notificada e, a partir disso, vem trabalhando de forma incisiva com a Secretaria de Educação, Escolas Infantis (municipais e particulares), pediatras e serviços de saúde referente ao aumento de casos de crianças com as mesmas características: lesões na boca, face, mãos, pés, algumas em outros lugares do corpo, algumas com febre e outras não.

Em contato com a 5ª CRS, Centro Estadual de Vigilância em Saúde – CEVS, alguns pediatras do município, situação epidemiológica e clínica dos casos, entende-se que, pode se tratar de casos de Síndrome mão-pé-boca (SMPB). No entanto, é necessário que as crianças sejam avaliadas por profissionais médicos para descartar outras causas dos sinais e sintomas.

Desta forma, essa nota informativa nº 2 está sendo encaminhada para que todos tenham ciência sobre a Síndrome mão-pé-boca e medidas de controle. Reforçamos que o diagnóstico da doença deve ser feito pelo profissional médico visto existir outras doenças com padrões parecidos.

Sobre a doença:

A síndrome mão-pé-boca (SMPB), também chamada de doença mão-pé-boca é uma infecção viral contagiosa muito comum em crianças, que é caracterizada por pequenas feridas na cavidade oral e erupções nas mãos e nos pés. Ela é provocada habitualmente, mas não somente, pelo Coxsackievirus A16, um enterovírus, que habitam normalmente o sistema digestivo.

Os vírus que causam a doença mão-pé-boca podem ser transmitidos por contato com secreções das vias respiratórias, secreções das feridas das mãos ou dos pés e pelo contato com fezes dos pacientes infectados. Isso significa que o Vírus Coxsackie (e os outros vírus causadores da SMPB) podem ser transmitidos nas seguintes situações:

• Beijar alguém infectado;

• Ter contato com secreções respiratórias, geralmente através da tosse ou espirro;

• Apertar a mão de alguém contaminado;

• Ingerir alimentos preparados por alguém infectado, que não tenha feito a higienização adequada das mãos;

• Contato com brinquedos ou objetos que possam ter sido contaminados por mãos sujas;

• Contato com roupas contaminadas;

• Trocar fraldas de crianças contaminadas.

Geralmente, a fase de maior contágio da síndrome mão-pé-boca é durante a primeira semana de doença. Porém, mesmo após a cura, o paciente pode permanecer eliminando o vírus nas fezes, o que o mantém contagioso durante quatro semanas depois dos sintomas terem desaparecidos.

Sinais e sintomas:

Os primeiros sintomas costumam ser a dor de garganta e a febre. Mal-estar e perda do apetite também são frequentes. Além de lesões da boca que começam como pontos avermelhados, se transformam em pequenas bolhas e posteriormente em úlceras dolorosas, semelhantes às aftas comuns.

Após o surgimento das lesões da boca começam também a aparecer as lesões nas palmas das mãos e nas solas dos pés. A ferida inicia-se como pequenas bolhas. Nádegas, coxas, braços, tronco e face também podem apresentar algumas lesões.

Tratamento:

Não existe tratamento específico para essa Síndrome. A doença costuma ser autolimitada. Em geral, o objetivo é controlar os sintomas de dor e febre. É importante manter as crianças bem hidratadas. Nas crianças que recusam a alimentação e passam a correr risco de desidratação, a internação hospitalar pode ser necessária.

Ainda não existe vacina contra a doença mão-pé-boca.

Prevenção da síndrome mão-pé-boca para as Escolas de Educação Infantil com casos da Síndrome mão-pé-boca:

- Pessoas contaminadas devem ficar em casa pelo tempo determinado pelo médico.

Crianças não devem ir à creche ou à escola, e adultos devem faltar o trabalho até todos os sintomas terem desaparecidos;

- Como o vírus ainda pode ser eliminado nas fezes mesmo após a cura dos sintomas, é importante lavar as mãos com frequência, principalmente após ir ao banheiro e antes de manusear comida;

-Nas creches, é preciso ter muito cuidado com a higiene das mãos na hora de trocar as fraldas, para que os profissionais não transmitam o vírus de uma criança para outra;

- Roupas comuns e roupas de cama podem ser fontes de contágio (principalmente se houver secreção das lesões da pele) e devem ser trocadas e lavadas diariamente;

- Brinquedos também devem ser lavados com frequência com água e sabão;

Orientações da Vigilância Sanitária para as Escolas de Educação Infantil com casos da Síndrome mão-pé-boca:

 Desinfecção total do ambiente;

 Pisos e paredes devem ser lavados com água e sabão e logo após desinfetado com hipoclorito de sódio a 1%, inclusive portas e maçanetas;

 Os brinquedos após serem limpos, devem ser emergidos em solução com hipoclorito de sódio a 1% por no mínimo 15 minutos (ver informação do fabricante para diluição);

 Bancadas e outros materiais (brinquedos) que não possam ser desinfetados com hipoclorito, devem sofrer processo de desinfecção por fricção com álcool a 70%;

 Incentivar à criança para lavar as mãos depois de ir ao banheiro;

 Trocar a fralda com luvas e lavar as mãos após a troca.

Estamos à disposição.

Vigilância em Saúde/ São Marcos

Vigilância Sanitária 54 3291 9900 - vigilanciasanitaria@saomarcos.rs.gov.br

Vigilância Epidemiológica 54 32916428 - vigilancia.saomarcos@hotmail.com


Voltar Voltar
zgraf.net